Maringá mantém saldo positivo na geração de empregos formais em 2026, mas os números do Novo Caged mostram que a criação de vagas está concentrada principalmente no setor de serviços. Entre janeiro e maio, o segmento abriu 1.287 postos de trabalho com carteira assinada no município.
Os dados mostram também desempenho positivo de outros setores importantes da economia local. A construção civil registrou saldo de 775 empregos, enquanto a indústria abriu 569 vagas e o comércio apresentou resultado positivo de 351 postos.
O único setor com saldo negativo no período foi a agropecuária, que fechou os cinco primeiros meses do ano com seis postos de trabalho a menos.
O desempenho dos serviços ganha relevância pelo volume de movimentação do setor. Entre janeiro e maio, foram 23.324 admissões e 22.037 desligamentos em Maringá, resultando no saldo positivo de 1.287 vagas.
No comércio, foram 12.964 contratações e 12.613 desligamentos. Na indústria, 7.893 trabalhadores foram admitidos e 7.324 desligados.
A construção civil também apresentou forte movimentação: foram 4.734 admissões contra 3.959 desligamentos no período.
O resultado indica que o mercado de trabalho maringaense continua criando oportunidades em atividades ligadas principalmente à prestação de serviços, ao comércio, à indústria e à construção.
O cenário acompanha, em parte, o comportamento do mercado paranaense. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o Paraná acumulava, até maio, saldo positivo de empregos formais em 2026, embora o ritmo de criação de vagas tenha apresentado desaceleração.
No Brasil, o Novo Caged registrou 72.960 novos empregos formais somente em maio. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o país contabilizava 767.326 novos postos de trabalho.
Em Maringá, os números também ajudam a identificar onde estão concentradas as oportunidades. Serviços aparecem na liderança, seguidos pela construção civil, indústria e comércio.
Para quem procura emprego, o retrato do Caged aponta, portanto, para uma maior concentração das oportunidades em atividades de serviços, além da demanda gerada pela construção e pelo setor industrial.
Os dados do Caged consideram empregos formais e representam a diferença entre admissões e desligamentos registrados no período. O levantamento não contempla, portanto, toda a movimentação do mercado de trabalho informal.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – Novo Caged; dados de Maringá referentes a janeiro a maio de 2026.
Comentários: