A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Estelionato de Maringá, cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem suspeito de aplicar uma série de golpes milionários na região. Segundo as investigações coordenadas pelo delegado Fernando Garbelini, o suspeito se passava por policial militar aposentado para ganhar a confiança de vítimas em bancos, concessionárias de veículos de luxo e imobiliárias de alto padrão.
A estratégia consistia em forjar saldos bancários que chegavam a R$ 1,5 milhão por meio do depósito de cheques extraviados. Enquanto os valores aguardavam compensação, o saldo aparecia momentaneamente na conta, permitindo que ele simulasse um patrimônio sólido. Com esse suposto lastro financeiro, o homem conseguia a liberação de empréstimos de grande valor, negociava carros importados e assinava propostas de compra de imóveis luxuosos, usando esses documentos de reserva para reforçar sua imagem de investidor perante outras instituições, embora os negócios nunca fossem concluídos.
O suspeito já estava detido na Cadeia Pública de Maringá por falta de pagamento de pensão alimentícia e estava prestes a ser solto quando a Polícia Civil interveio. O setor de inteligência da Delegacia de Estelionato monitorou o alvo e garantiu o cumprimento da nova ordem de prisão antes da sua liberdade. Durante a conferência de seus pertences, os agentes encontraram uma carteira de identificação da Polícia Militar, um relógio tático e comprovantes de depósitos falsos que somavam R$ 750 mil, confirmando o uso de documentos fraudulentos para enganar as vítimas.
Agora, o homem responderá pelo crime de estelionato. A Polícia Civil orienta que eventuais vítimas que reconheçam o padrão do golpe procurem a delegacia para registrar a ocorrência e auxiliar na continuidade das investigações.
Maringapost.com.br
Comentários: